Março chegou e, com ele, o Dia Internacional da Mulher. Esta é uma data que nos convida a refletir sobre autonomia, empoderamento e, principalmente, sobre o controle que temos sobre os nossos próprios corpos.
Eu sou a Dra. Beatriz Elias Ribeiro, ginecologista e obstetra com Doutorado (MD/PhD), e atendo diariamente mulheres no meu consultório em Copacabana que sonham em se livrar da rotina da pílula anticoncepcional. Elas desejam a praticidade de um método de longa duração (LARC), mas muitas vezes recuam por causa do medo e da desinformação.
A verdadeira autonomia feminina começa pela saúde. Por isso, neste Mês da Mulher, decidi desconstruir os 3 maiores mitos sobre o DIU (Dispositivo Intrauterino) que podem estar roubando a sua liberdade.
Mito 1: “Colocar DIU dói de forma insuportável”
Esse é, sem dúvida, o campeão de audiência no consultório. Muitas pacientes chegam aterrorizadas por relatos assustadores que leram na internet. A verdade é que a sensibilidade à dor varia de mulher para mulher, mas o procedimento não precisa e não deve ser um trauma.
A medicina evoluiu muito. Aqui na Zona Sul, eu utilizo um protocolo humanizado e de controle da dor para a inserção do DIU. Dependendo do seu nível de sensibilidade e ansiedade, podemos lançar mão de:
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Medicações prévias (analgésicos e anti-inflamatórios) orientadas antes da consulta.
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Anestesia local no colo do útero (bloqueio paracervical), que reduz drasticamente o desconforto.
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Ambiente acolhedor, calmo e com o tempo necessário para você relaxar.
A inserção é rápida (dura poucos minutos) e o desconforto, quando ocorre, assemelha-se a uma cólica menstrual forte, porém passageira.
Mito 2: “Mulheres que nunca tiveram filhos não podem usar DIU”
Isso é um mito antigo que, infelizmente, até alguns profissionais de saúde desatualizados ainda repetem. Mulheres nulíparas (que nunca engravidaram) podem, sim, usar o DIU com total segurança.
O útero de quem nunca teve filhos tende a ser ligeiramente menor, mas hoje a indústria médica nos oferece opções perfeitas para essa anatomia. O DIU Kyleena, por exemplo, é um DIU hormonal menor e com uma haste mais fina, desenhado exatamente para facilitar a inserção e se acomodar perfeitamente em úteros menores. Os DIUs de Cobre e Prata também possuem versões “Mini” que garantem eficácia e conforto.
Mito 3: “O DIU é abortivo ou pode me deixar infértil”
Esse é um medo que afasta muitas pacientes do planejamento familiar seguro. O DIU não é abortivo. Ele age antes da fecundação, criando um ambiente hostil que impede o encontro do espermatozoide com o óvulo.
Seja o DIU Hormonal (que espessa o muco cervical) ou o DIU de Cobre/Prata (que afeta a mobilidade dos espermatozoides), a ação é preventiva.
Além disso, o DIU não causa infertilidade. Ele é um método 100% reversível. Se você decidir que é o momento de engravidar, basta agendar a retirada no consultório. A sua fertilidade retorna ao estado natural quase imediatamente (no caso dos não-hormonais) ou logo nos primeiros ciclos (no caso dos hormonais).
Como Escolher o Melhor Método para o Seu Corpo?
A escolha entre os tipos de DIU (Mirena, Kyleena, Cobre ou Prata) é uma decisão que tomamos juntas. Avaliamos o seu fluxo menstrual, seu histórico de cólicas, suas preferências sobre o uso de hormônios e os seus planos para o futuro.
O mais importante é que essa escolha seja informada e baseada em evidências científicas, não em correntes de WhatsApp.
Celebre o Mês da Mulher Cuidando de Você em Copacabana
Neste mês de março, o maior presente que você pode se dar é a tranquilidade de um método contraceptivo seguro, de alta eficácia (mais de 99%) e que não dependa da sua memória diária. A vida é muito dinâmica para ficarmos reféns do alarme do celular para tomar a pílula.
Não deixe que os mitos definam as suas escolhas. Se você deseja conhecer mais sobre o procedimento e descobrir qual é o DIU ideal para o seu corpo, agende uma avaliação presencial comigo.
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